Programas de Stock Options (SOP), Ações Restritas (RSUs), Phantom Shares e Partnerships, como cada um funciona e quando normalmente são usados.

Temos visto cada vez mais empresas, de todos os portes e segmentos, adotarem programas de incentivos em longo prazo (ILP) usando ações, com o objetivo de atrair e reter os melhores talentos, além do fomentar o crescimento da empresa. Neste artigo vamos analisar alguns diferentes modelos de planos.


Stock Options

O programa de stock options é um dos mais comuns no mercado brasileiro, principalmente em startups e empresas de pequeno-médio porte, por ser rápido de implementar, não gerar complexidade societária imediata e de modo geral ser bem aceito pelos executivos. 


Neste modelo de ILP o colaborador recebe opções de compra de participação da empresa, que ele pode exercer no futuro para se tornar sócio, caso o valor da empresa tenha crescido. 


O valor que ele vai pagar no futuro para exercer suas opções é fixado no presente, e se chama preço de exercício (strike price), ou seja, se a empresa cresceu e o valor da ação subiu, o colaborador pode exercer suas opções tendo a certeza de ter lucro com a operação. Se o valor da ação não aumentou, então ele não tem a obrigação de exercer e não tem prejuízo.


Em geral as opções são recebidas aos poucos ao longo do tempo, de acordo com o calendário de vesting.  


Ações Restritas

Um programa de ações restritas funciona de forma similar ao de stock options, porém ao invés de receber opções de compra da empresa, o colaborador recebe ao longo do vesting as ações em sim e se torna sócio imediatamente. 


Por serem restritas, essas ações não podem ser vendidas e não possuem direito à voto.


Esse tipo de instrumento gera um retorno (upside) imediato para o colaborador, equivalente ao valor da ação no momento do vesting, e portanto pode ser usado como um complemento de remuneração, sendo também tributado recolhido encargos como tal, o que torna o custo do programa maior para a empresa.


Ações Fantasma

O programa de ações fantasma pode se comportar da mesma forma que um programa de stock options ou de ações restritas, porém tem a característica de que o benefício é sempre liquidado em dinheiro, e nunca em ações.


Por conta disso o programa de ações fantasma é sempre considerado uma forma de remuneração, incidindo encargos e tributos trabalhistas, e portanto gerando um custo mais alto para a empresa.


Desta forma o programa de ações fantasma acaba sendo mais utilizado em casos onde não é possível distribuir participação da empresa, como numa empresa pública ou numa empresa que possui restrições societárias por conta alguma regra de investidor ou regulamentação oficial.


Partnership

O partnership, ou programa de compra e venda de ações diverge dos demais programas no sentido que operações societárias são executadas de imediato e a valor presente, ou seja, o colaborador deve pagar o valor atual das ações para se tornar sócio, e eventualmente pode ser obrigado a vender sua participação conforme regras contratuais. 


Stock Options, Ações Restritas, Ações Fantasma e Partnerships são os 4 moldes gerais dos programas de equity, mas existem inúmeras variações e combinações destes programas, como por exemplo o stock matching, que veremos abaixo:


Stock Matching 

O programa de stock matching é uma mistura de um programa de compra e venda de ações com um programa de ações restritas, onde o colaborador pode periodicamente comprar ações da empresa de acordo com as regras contratuais, e a empresa confere uma quantidade de ações restritas de bônus para cada ação comprada, sendo que em geral existe um vesting para recebimento destas ações restritas.


Está pensando em implementar um ILP na sua empresa?  Converse com um de nossos especialistas e entenda como a Distu pode te ajudar.