Tenho stock options na minha empresa. O que fazer em um cenário de crise econômica?

 

Cada vez mais empresas estão adotando as stock options e outras formas de incentivo de longo prazo para atrair e reter talentos em seus negócios.

 

É uma forma de alinhar incentivos e compartilhar os ganhos com quem ajudou a construir a empresa quando ela cresce. Mas o que acontece quando o valor da empresa diminui? Ou ainda, quando um colaborador que possui stock options é desligado? Cada empresa e cada contrato tem uma realidade diferente, e é importante conferir o que se aplica a sua situação específica. Trouxemos aqui alguns pontos que podem te ajudar a entender o que você recebeu, direitos e obrigações.

 

Quanto vale minha participação?

Caso você não trabalhe em uma empresa de capital aberto, pode ser difícil saber o valor da participação, e tomar a decisão de realizar ou não o exercício das opções (quando você efetivamente compra as ações que tem direito).

 

Uma primeira referência que costuma surgir é o valuation da última rodada de investimento. Por exemplo, uma empresa ABC levantou R$ 100 milhões em troca de 10% de participação. Logo, 100% das ações da empresa ABC valem R$ 1 bilhão, certo? Em partes. É verdade que o a melhor referência de valor de qualquer ativo é quanto pagam por ele. Mas existem nuances.

 

Veja quando foi feita essa rodada que está sendo usada como referência. Se o investimento aconteceu há muito tempo, ele pode refletir um outro momento do mercado e da empresa.

 

Também vale prestar atenção qual classe de ações você tem direito. Muitas vezes investidores pagam mais caro por terem direitos especiais, seja preferência em receber o investimento de volta no momento da venda, ou direitos de controle e participação na gestão da empresa. Por isso nem todas as ações da empresa tem o mesmo preço. 

 

O que fazer em caso de desligamento?

 

Confira se você ainda tem ações disponíveis para exercício. Duas datas importantes para se conferir são: cliff (ou carência) e vesting. O cliff é o período mínimo que você deve ficar até receber o primeiro lote. Cumprido esse período inicial, você começa a acumular direito de compra, até cumprir o período completo do vesting. Em alguns casos, podem ser aplicados também critérios de performance, ou ajustes dependendo das condições que se deram a saída.

 

Fique atento aos prazos. Muitas empresas oferecem prazos longos, de até 10 anos para o colaborador realizar o exercício. Isso permite postergar a decisão para um momento mais favorável. Contudo, esse prazo pode ser reduzido (e muito) em casos de desligamento.

Planeje com antecedência, pois existe um trâmite para fazer o exercício das opções (assinatura de documentos, transferência do preço de exercício etc.). Perder o prazo pode significar perder o direito de compra.

 

Opção de recompra: Algumas empresas têm a opção de recomprar a participação dos colaboradores, e o valor da recompra pode variar de acordo com as condições que se deram a saída. Muitas vezes é uma opção, e não obrigação da empresa, e vale ficar atento se essa regra se aplica ao seu contrato.


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